O PRÉ NATAL

POR QUE FAZER O PRÉ NATAL?

A chegada de um filho gera alterações físicas, hormonais e emocionais na gestante. As emoções transbordam na gestante, no futuro papai, avós, tios... Toda a família se movimenta. Chegam juntos a felicidade, as preocupações e medos. As dúvidas aumentam à cada dia até a data do nascimento. Por meio do Pré-natal é possível manter o equilíbrio tão necessário á saúde física e mental da gestante e o equilíbrio psico-social e emocional de toda família.

O Pré-natal auxilia a gestante a manter a sua saúde estável,  uma gravidez saudável, com o crescimento e desenvolvimento do bebê em condições ideais, proporciona ainda os preparativos para o parto e orientações quanto aos cuidados no pós-parto para a mulher e o recém-nascido.

 

QUANDO COMEÇAR O PRÉ NATAL?

De preferência antes da concepção. Procurar um médico durante esse período é muito benéfico para que a gestação e o parto ocorram da forma mais segura e tranquila. Veja o item PLANEJANDO A GRAVIDEZ deste SITE. Portanto, quanto mais cedo, melhores poderão ser os resultados.

 

QUANTAS CONSULTAS DEVO FAZER E COMO SERÃO AS CONSULTAS NO PRÉ NATAL?

A primeira consulta é a mais longa e deve ser o mais cedo possível. Quando esta é a primeira consulta com o médico escolhido será nela que se estabelecerá os pilares de uma boa relação médico-paciente. Nessa consulta, o médico saberá se foi uma gravidez desejada, analisará a história familiar e doenças em curso, doenças preexistentes, equilíbrio emocional, cirurgias, a história das gestações anteriores, hábitos de vida, alimentação, além de tirar dúvidas e orientá-la sobre como é o processo natural da gestação. Essas informações são muito importantes para já inicialmente começar a tranquilizar a futura mamãe. Por isso, não saia do consultório com dúvidas. Sempre que surjam dúvidas anote e pergunte na próxima consulta.

As demais consultas serão individualizadas para cada gestante.  Em linhas gerais será realizada uma consulta mensal ate completar 34 semanas, até 38 semanas quinzenal  e a partir daí uma consulta semanal até 40 semanas. Depois das 40 semanas as consultas podem acontecer a cada dois ou três dias ou mesmo diariamente.

EXAMES SOLICITADOS NO PRÉ NATAL

Na primeira consulta seu médico vai pedir uma bateria de exames, entre eles: hemograma completo, glicemia de jejum, tipagem sanguínea e determinação do fator Rh, sorologias para hepatite B, Sífilis, HIV, toxoplasmose, citomegalovírus, TSH,  exame de urina e urocultura, e colpo-citologia oncótica (Papanicolau) se mais de um ano de realizado. Também será solicitada a ultrassonografia.

Os exames laboratoriais para toxoplasmose se susceptível, VDRL, HIV, urocultura serão novamente solicitados por volta da 24ª a 28ª semana da gestação, sendo incluído ainda o exame de tolerância à glicose, específico para detectar a diabetes gestacional. Outros exames podem ser solicitados, de acordo com a avaliação do seu obstetra.

No ultimo mês serão realizados hemograma, toxoplasmose se susceptível, VDRL, HIV, urocultura e pesquisa de Estreptococos B perianal e vaginal.

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OS EXAMES LABORATORIAIS

Os exames no pré-natal incluem os obrigatórios e os complementares, realizados de acordo com a indicação médica. Os exames obrigatórios na gestação são:

  • Hemograma completo: importante na avaliação de anemias, infecções, distúrbios plaquetarios entre outros mais comum em gestantes.

  • Tipo Saguíneo e fator Rh: essencial para prevenir uma doença causada pela incompatibilidade do sangue da mãe com o do filho. Ela ocorre somente quando o sangue materno é negativo e do pai é positivo e neste caso ainda somente se o bebê for positivo como o pai.

  • Glicemia de jejum: diagnosticar ou afastar se há diabetes.

  • Sorologias para hepatite B, VDRL (Sífilis), HIV, toxoplasmose, rubéola e citomegalovírus. Todas essas doenças podem causar malformações e até mesmo a morte do bebê. Caso essas doenças sejam identificadas é possível tratá-las para reduzir os riscos de transmissão da mãe para o bebê durante a gestação ou no trabalho de parto. E, caso haja a transmissão, reduzir as sequelas que elas possam trazer para o bebê.

  • Teste de tolerância oral a glicose: Realizada preferencialmente entre 24 e 28 semanas de gestação. Serve para afastar a possibilidade do Diabete gestacional.

  • Colpocitologia oncótica (Papanicolau): determina alguma alteração no útero, como câncer de colo de útero.

  • Pesquisa de Estreptococos B - identificar se há a presença desta bactéria na vagina ou região anal. Esta pode causar infecção grave no bebê após o nascimento, podendo levar em muitos casos a morte do recém nascido. Identificada a mesma é possível prevenir a infecção no momento do parto com antibióticos administrados a gestante na hora da internação.

  • Teste de Coombs Indireto: solicitado todos os meses caso a mãe tenha o sangue Rh negativo e o pai Rh positivo. A incompatibilidade entre o fator Rh do sangue materno e do feto pode fazer com que o organismo da mãe crie anticorpos contra o Rh positivo do bebê, causando uma doença conhecida como Isoimunização fetal pelo fator Rh ou eritroblastose fetal.

  • Urina rotina e urocultura com antibiograma: Durante a gravidez, é muito comum ter infecções urinárias, mesmo sem sintomas. Elas precisam ser tratadas para não prejudicar o andamento da gestação. São causas de rotura prematura da bolsa e trabalhos de parto prematuros.

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                               OUTROS EXAMES PODERÃO SER REALIZADOS DE ACORDO COM AS NECESSIDADES.

A partir de 8 semanas já é possível fazer um exame de sangue de sexagem fetal, que revela o sexo do bebê. Mas o objetivo é apenas matar a curiosidade dos pais, portanto você vai ter de pagar do seu bolso.
Existe um exame de sangue que a partir de 10 semanas consegue detectar, além do sexo, outros problemas genéticos, principalmente a síndrome de Down, eliminando em caso de negativo a necessidade de exames invasivos. Esse exame é caro e ainda não é coberto pela maior parte dos planos de saúde. Como alternativa, há um exame de sangue que mede certos marcadores bioquímicos e que, através de uma combinação matemática com a translucência nucal e outros dados, indica se há possibilidade maior de haver alguma síndrome. Em caso positivo, são indicados os exames invasivos

 

A ULTRASSONOGRAFIA NA GRAVIDEZ

A ultrassonografia é um exame inofensivo para mãe e feto, podendo ser realizada quantas vezes necessárias durante a gestação. Em geral são solicitados de cinco a seis ultrassonografias ao longo da gestação de risco habitual. Caso seja identificada alguma anormalidade, o médico vai solicitar mais exames para avaliações e diagnósticos.

Ver ULTRASSONOGRAFIA NA GRAVIDEZ,  item especifico no site.

GESTANTES DEVEM  SER VACINADAS?

É importante que, sempre que possível, antes de engravidar a mulher esteja com suasseu calendário vacinal em dia. Isso porque algumas vacinas, algumas importantes para evitar doenças congênitas, são contraindicadas durante a gestação. É o caso, por exemplo, da vacina tríplice viral, que contém o vírus atenuado da rubéola.

Nas vacinas feitas com vírus atenuado, o vírus ainda está vivo, mas com baixo poder de contaminação, o que não traz riscos para as pessoas em geral. No entanto, para os fetos ainda em formação eles são perigosos e podem causar malformações ou mesmo o aborto.

Outras vacinas com essa composição e que as gestantes não devem tomar são: BCG, catapora, poliomielite, caxumba e sarampo.

De acordo com a condição vacinal da gestante algumas vacinas em atraso poderão ser indicadas. No entanto, mesmo essas, só devem ser tomadas após os três primeiros meses da gravidez, para evitar riscos para o bebê. Veja mais informações em  VACINAS NA GRAVIDEZ, item especifico no site.